Ritual de Iniciação Pessoal

Foto do Google
O Ritual de Iniciação Pessoal é um compromisso entre você e os Deuses, portanto deve ser feito em absoluta solidão. Só faça junto com outras pessoas se houver total harmonia e intimidade entre vocês para isso. Escolha uma Lua Cheia, próxima de seu aniversário, se possível, vá para um lugar próximo à Natureza. Uma casa de campo ou praia é o ideal. No dia do Ritual, procure estar em contato com a Natureza. Tire o dia para descansar. Afaste-se um pouco da televisão, dos jornais e de todas as fontes de notícias negativas. Esqueça as contas, os problemas de família e tire o fone do gancho. Escolha um local onde você não seja interrompido. Antes do Ritual, limpe cuidadosamente o local onde ele será realizado, mentalizando que todas as energias negativas estão saindo juntamente com a poeira. Tome um banho relaxante. Um banho com pétalas de rosa e algumas gotas de perfume é o ideal.

Você pode seguir à risca o Ritual, ou usá-lo como base para criar o seu próprio Ritual, o que é bem melhor, pois você deve usar as suas próprias palavras para se dirigir aos Deuses sem ficar copiando ou simplesmente decorando textos de terceiros. Os Materiais necessários para o Ritual são os seguintes:

* Uma vela preta representando a Deusa;
* Uma vela branca representando o Deus;
* Quatro velas para os Quadrantes, sendo uma vela preta para o ponto cardeal que represente a Terra, uma vela branca para o ponto cardeal que represente o Ar, uma vermelha para o ponto cardeal que represente o Fogo, e uma azul para o ponto cardeal que represente a Água (essas são as cores da tradição Celta, se você quiser, pode mudá-las);
* Incensório com incenso do seu agrado;
* Um pires de Sal Marinho;
* Uma vasilha com água de fonte, de rio ou água mineral. Procure não usar água de torneira;
* Um Athame ou qualquer punhal de sua escolha;
* Um cálice de Vinho Tinto (caso você não possa tomar bebidas alcoólicas, substitua por suco de maçã ou água).

O Ritual deve ser feito após o crepúsculo. Deixe que o local escolhido receba a luz da Lua por alguns minutos. No dia do Ritual, procure não comer carne e nem tome drogas de espécie alguma. Faça um jejum ou coma frutas e verduras. Quando for para o Círculo, tenha a certeza de que levou o material necessário para não ter que sair e interromper o Ritual. Se houver outras pessoas na casa, peça para que você não seja interrompido durante aquele período. É melhor realizá-lo a sós, e nu(a); entretanto, se você não se sentir à vontade para trabalhar sem roupa, poderá usar uma veste cerimonial branca. Os cabelos ficam soltos. O objetivo do Ritual é nos apresentarmos aos Deuses da forma mais natural possível.

Acenda as velas em seus respectivos Quadrantes, que devem ser determinados com uma bússola antes do Ritual. Monte o Altar ao Norte, com a vela da Deusa à esquerda e a vela do Deus à direita. No Altar também devem estar o Cálice, o Athame, o sal, a água e o incenso, que deve ser aceso na vela da Deusa. Você também pode colocar no Altar coisas que sejam importantes para a sua vida e outros objetos de seu agrado. Lembre-se que a liberdade é a essência da Bruxaria. Se não estiver ao ar livre, apague as luzes e deixe que somente a luz das velas ilumine o aposento. Segure o Athame com ambas as mãos e trace o Círculo no sentido horário (ou anti-horário, caso queria seguir estritamente o comportamento da natureza no hemisfério sul), começando pelo Norte, e diga com energia e máxima concentração: EM NOME DA DEUSA E DO DEUS, EU TRAÇO ESTE CÍRCULO DE PROTEÇÃO! DELE NENHUM MAL SAIRÁ. DENTRO DELE, NENHUM MAL PODERÁ ENTRAR. PELOS GUARDIÕES DOS QUATRO QUADRANTES DA TERRA, EU CONVIDO TODOS OS ELEMENTAIS DA TERRA, DO AR, DO FOGO E DA ÁGUA PARA QUE ENTREM NESSE CÍRCULO E ME AUXILIEM NESSA INICIAÇÃO.

Volte ao Norte, beije a Lâmina do seu Athame e coloque-o novamente no Altar. Você deve estar no centro do Círculo, e todos os elementos dentro dele, nos seus respectivos quadrantes. Pegue o Sal, jogue três punhados na água e diga: ABENÇOADO SEJA O SAL QUE PURIFICA ESTA ÁGUA!

Segure a vasilha com a água salgada e dê três voltas ao redor do Círculo, em sentido horário (ou anti-horário, caso queria seguir estritamente o comportamento da natureza no hemisfério sul), enquanto deixa cair algumas gotas no chão. Volte ao Norte e diga: DA MESMA FORMA QUE O SAL PURIFICOU A ÁGUA, QUE MINHA VIDA SEJA PURIFICADA PELO AMOR DA GRANDE MÃE!

Pegue o Incenso e dê três voltas ao redor do Círculo, no sentido horário (ou anti-horário, caso queria seguir estritamente o comportamento da natureza no hemisfério sul), volte ao Norte e diga: ABENÇOADA SEJA ESTA CRIATURA DO AR, QUE LEVA ATÉ OS DEUSES A MINHA OFERENDA DE ALEGRIA!

Fique de fronte para o Altar e diga: EU (DIGA SEU NOME COMPLETO), COMPAREÇO DIANTE DOS DEUSES DE MINHA LIVRE E ESPONTÂNEA VONTADE, ABRINDO MEU CORAÇÃO PARA AS VERDADES E ENSINAMENTOS DA WICCA. JURO PERANTE OS DEUSES JAMAIS USAR MEUS CONHECIMENTOS PARA PREJUDICAR QUALQUER CRIATURA VIVA OU PARA FINALIDADES EGOÍSTAS. JURO NUNCA FAZER EM MEUS RITUAIS DE WICCA NADA QUE CAUSE DOR, SOFRIMENTO, HUMILHAÇÃO OU MEDO A NENHUMA CRIATURA VIVA. JURO DEFENDER MEUS IRMÃOS E IRMÃS NA ARTE, BEM COMO DIVULGAR A WICCA PARA TODOS OS QUE DESEJAREM APRENDER, SEM JAMAIS TENTAR CONVERTER NINGUÉM ÀS MINHAS CRENÇAS OU MENOSPREZAR AS CRENÇAS ALHEIAS. JURO AMAR O PLANETA TERRA, PROCURAR SEMPRE HARMONIA COM TODA A NATUREZA, E, ACIMA DE TUDO, COLOCAR SEMPRE A VIDA ACIMA DE INTERESSES MATERIAIS. JURO NUNCA PREJUDICAR MEUS IRMÃOS DA ARTE OU REVELAR SEUS NOMES MÁGICOS, EMBORA EU TENHA O DIREITO E A OBRIGAÇÃO DE ME DEFENDER CONTRA ENERGIAS OU PESSOAS NEGATIVAS QUE QUEIRAM ME PREJUDICAR OU FAZER MAL AOS QUE EU AMO. A PARTIR DE AGORA, NÃO EXISTE NENHUMA PARTE DE MIM QUE NÃO SEJA DOS DEUSES; PORTANTO, MEU CORPO É SAGRADO. NENHUMA PARTE DELE É IMPURA OU VERGONHOSA. MEU CORPO MERECE TODO O RESPEITO, COMO FONTE DIVINA DE VIDA E PRAZER. A PARTIR DE AGORA, A VERDADEIRA AUTORIDADE SOBRE MIM VIRÁ SOMENTE DOS DEUSES. NÃO ACEITAREI NENHUM TIPO DE OPRESSÃO, NEM FICAREI AO LADO DOS QUE OPRIMEM MEUS SEMELHANTES EM BUSCA DE PODER. A PARTIR DE HOJE, LUTAREI PARA QUE A JUSTIÇA DO DEUS E AMOR DA DEUSA SEJAM ESTABELECIDOS NA TERRA. ASSIM SEJA!

Pegue o Cálice, derrame um pouco de vinho no chão e diga: DA MESMA FORMA QUE ESTE VINHO SE DERRAMOU, QUE O PODER SEJA TIRADO DE MIM SE EU NÃO CUMPRIR MEU JURAMENTO!

Molhe o dedo no vinho, desenhe um Pentagrama no ponto entre as sobrancelhas e diga: QUE MEUS PENSAMENTOS SEJAM GUIADOS PELA LUZ DOS DEUSES!

Molhe o dedo novamente, e desenhe um Pentagrama em cada Pálpebra, dizendo: QUE MEUS OLHOS VEJAM O PODER DOS DEUSES EM TODA A NATUREZA.

Molhe o dedo, desenhe um Pentagrama em sua boca, dizendo: QUE TODAS AS MINHAS PALAVRAS SEJAM PARA PROPAGAR O AMOR DOS DEUSES.

Molhe o dedo e trace um Pentagrama em seu coração, dizendo: QUE A GRANDE MÃE ESTEJA EM MEU CORAÇÃO, PARA QUE EU TENHA COMPAIXÃO POR TODOS OS SERES HUMANOS E POR TODAS AS CRIATURAS.

Molhe o dedo e trace um Pentagrama na Região Sexual, dizendo: QUE MEU SEXO SEJA ABENÇOADO PELOS DEUSES, PARA QUE HAJA FERTILIDADE EM MINHA VIDA.

Molhe os dedos e trace um Pentagrama em cada um de seus pés, dizendo: QUE MEUS PÉS ME LEVEM PELOS CAMINHOS DA FELICIDADE, E QUE OS DEUSES GUIEM TODOS OS MEUS PASSOS.

Segure o Cálice com ambas as mãos, beba o Vinho, deixando um pouco no fundo, e diga: ESTE É O ÚTERO DA GRANDE MÃE. DELE EU VIM, E PARA ELE EU VOLTAREI COM ALEGRIA! QUE ASSIM SEJA, PARA O BEM DE TODOS!

Jogue o resto do vinho no chão.

Se você quiser assumir um nome mágico, assim que derramar o vinho no chão, diga: DE AGORA EM DIANTE, MEU NOME PERANTE OS DEUSES É (diga seu nome mágico).

Mantenha suas mãos abertas e voltadas para os céus. Feche os olhos e visualize dois raios brancos de luz brilhante descendo dos céus e penetrando a palma de suas mãos. Uma sensação morna de formigamento se espalhará pelo seu corpo à medida que o poder do amor da Deusa e do Deus purificar sua alma.

Não se assuste se começar a ouvir uma voz (ou vozes) falando dentro de sua mente, como por telepatia. São a Deusa e o Deus dentro de você, revelando sua presença.

Embora nem todos os wiccanos ouçam ou percebam as verdadeiras palavras ditas pela Deusa ou pelo Deus - alguns sentem sua presença divina e seu amor - não é incomum que as deidades pagãs falem diretamente com um(a) Bruxo(a) recentemente iniciado(a), especialmente se você for sensitivo(a).

Permaneça no círculo sagrado até que as velas e o incenso terminem. E, então, encerra-se o Ritual de Iniciação Pessoal.

O seu nome mágico deverá ser conhecido somente por você. O Ritual de Iniciação Pessoal é uma data de muita alegria; portanto, não fique preocupado se errar algumas palavras ou esquecer alguma coisa. Nem precisa ficar preocupado se você não souber falar palavras bonitas. O mais importante é o que está em seu coração, e os Deuses conhecem muito bem as palavras sinceras. Se você não tiver os materiais necessários ou um ambiente propício, improvise dentro das suas condições. Use a imaginação, pois o mais importante é o Amor e a Devoção pelos Deuses. 

Wicca Bahia

Samhain

Foto do Google
Hemisfério Norte: 31 de Outubro
Hemisfério Sul: 1 de Maio
O Samhain (pronuncia-se "sou-en"), também chamado de Halloween, Hallowmas, Véspera de Todos os Sagrados, Véspera de Todos os Santos, Festival dos Mortos e Terceiro Festival da Colheita, é o mais importante dos oito Sabbats dos Bruxos. Como Halloween, é um dos mais conhecidos de todos os Sabbats fora da comunidade wiccana e o mais mal-interpretado e temido.
Samhain celebra o final do Verão, governado pela Deusa. (O nome Samhain significa "Final do Verão".)
Samhain é também o antigo Ano Novo celta / druida, o início da estação da cidra, um rito solene e o festival dos mortos. é o momento em que os espíritos dos seres amados e dos amigos já falecidos devem ser honrados. Houve uma época na história em que muitos acreditavam que era a noite em que os mortos retornavam para passear entre os vivos. A noite de Samhain é o momento ideal para fazer contato e receber mensagens do mundo dos espíritos.

A versão cristã do Samhain é o Dia de Todos os Santos (1o de novembro), que foi introduzido pelo Papa Bonifácio IV, no século VII, para substituir o festival pagão. O Dia dos Mortos (que cai a 2 de novembro) é outra adaptação cristã ao antigo Festival dos Mortos. é observado pela Igreja Católica Romana como um dia sagrado de preces pelas almas do purgatório.

Em várias regiões da Inglaterra acredita-se que os fantasmas de todas as pessoas destinadas a morrer naquele ano podem ser vistos andando entre as sepulturas à meia-noite de Samhain. Pensava-se que alguns fantasmas tinham natureza má e, para proteção, faziam-se lanternas de abóboras com faces horrendas e iluminadas, que eram carregadas como lanternas para afastar os espíritos malévolos. Na Escócia, as tradicionais lanternas Hallows eram esculpidas em nabos.

Um antigo costume de Samhain na Bélgica era o preparo de "Bolos para os Mortos" especiais (bolos ou bolinhos brancos e pequenos). Comia-se um bolo para cada espírito de acordo com a crença de que quanto mais bolos alguém comesse, mais os mortos o abençoariam.

Outro antigo costume de Samhain era acender um fogo no forno de casa, que deveria queimar continuamente até o primeiro dia da Primavera seguinte. Eram também acesas, ao pôr-do-sol, grandes fogueiras no cume dos morros em honra aos antigos deuses e deusas, e para guiar as almas dos mortos aos seus parentes.

Era no Samhain que os druidas marcavam o seu gado e acasalavam as ovelhas para a Primavera seguinte. O excesso da criação era sacrificado às deidades da fertilidade, e queimavam-se efígies de vime de pessoas e cavalos, como oferendas sacrificiais. Diz-se que acender uma vela de cor laranja à meia-noite no Samhain e deixá-la queimar até o nascer do sol traz boa sorte; entretanto, de acordo com uma lenda antiga, a má sorte cairá sobre todo aquele que fizer pão nesse dia ou viajar após o pôr-do-sol.

As artes divinatórias, como a observação de bola de cristal e o jogo de runas, na noite mágica de Samhain, são tradições wiccanas, assim como ficar diante de um espelho e fazer um pedido secreto.

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat Samhain são maçãs, tortas de abóbora, avelãs, Bolos para os Mortos, milho, sonhos e bolos de amoras silvestres, cerveja, sidra e chás de ervas.

Incensos: maçã, heliotropo, menta, noz-moscada e sálvia.
Cores das velas: preta, laranja.
Pedras preciosas sagradas: todas as pedras negras, especialmente azeviche, obsidiana e ônix.
Ervas ritualísticas tradicionais: bolotas, giesta, maçãs beladona, dictamo, fetos, linho, fumária, urze, verbasco, folhas do carvalho, abóboras, sálvia e palha.

Ritual do Sabbat Samhain

Em muitas tradições wiccanas, é costume o Bruxo jejuar um dia inteiro antes de realizar o Ritual do Sabbat Samhain.

Após o banho ritual com água salgada para limpar seu corpo e sua alma de todas as impurezas e energias negativas, coloque uma veste cerimonial longa e preta (a menos que prefira trabalhar sem roupa, como fazem muitos Bruxos), use um colar de bolotas feito a mão em torno do pescoço e coloque uma coroa de folhas de carvalho na cabeça.

Comece traçando um círculo de 3m de diâmetro, usando giz ou tinta branca. Coloque 13 velas pretas e cor de laranja em torno do círculo e à medida que for acendendo cada uma diga: VELA SAMHAIN DO FOGO TãO BRILHANTE CONSAGRE ESTE CíRCULO DE LUZ.

No centro do círculo erga um altar voltado para o norte. No centro do altar, coloque três velas (uma branca, uma vermelha e uma preta) para representar, cada uma, uma fase da Deusa Tripla. à esquerda (oeste) das velas, coloque um cálice com sidra e um prato contendo sal marinho. à direita (leste) das velas, coloque um incensório com incenso de ervas e uma pequena tigela com água. Diante das velas (sul), coloque um sino de altar de latão, um punhal consagrado e uma maçã vermelha. Faça soar três vezes o sino do altar e diga: SOB O NOME SAGRADO DA DEUSA E SOB A SUA PROTEçãO, INICIA-SE AGORA ESTE RITUAL DO SABBAT.

Salpique um pouco de sal e água em cada ponto da circunferência em torno do círculo para limpar o espaço de qualquer negatividade ou influência maligna. Pegue o punhal com a mão direita e diga: OUçAM BEM, ELEMENTOS, AR, FOGO, áGUA E TERRA. PELO SINO E PELA LÂMINA EU VOS CONVOCO NESTA SAGRADA NOITE DE ALEGRIA.

Mergulhe a lâmina do punhal no cálice com a sidra e diga: EU TE OFEREçO, OH, DEUSA, ESTE NéCTAR DA ESTAçãO.

Coloque o punhal de volta no altar. Acenda o incenso e as três velas do altar e diga: TRêS VELAS EU ACENDO EM TUA HONRA, OH, DEUSA: BRANCA PARA A VIRGEM, VERMELHA PARA A MãE, PRETA PARA A ANCIã. OH DEUSA DE TODAS AS COISAS SELVAGENS E LIVRES, A TI ERGO ESTE TEMPLO SAGRADO EM PERFEITA CONFIANçA.

Pegue o cálice com ambas as mãos e derrame algumas gotas da sidra sobre a maçã, dizendo: AO VENTRE DA DEUSA MãE RETORNA AGORA O DEUS, ATé O DIA EM QUE NOVAMENTE RENASCERá. A GRANDE RODA SOLAR GIRA MAIS UMA VEZ. O CICLO DAS ESTAçõES NãO TERMINA NUNCA. ABENçOADAS SEJAM AS ALMAS DAQUELES QUE VIAJARAM ALéM PARA O MUNDO ESCURO DOS MORTOS. EU DERRAMO ESTE NéCTAR EM HONRA à SUA MEMóRIA. QUE A DEUSA OS ABENçOE COM LUZ, BELEZA E ALEGRIA. ABENçOADOS SEJAM! ABENçOADOS SEJAM!

Beba o restante da sidra e, então, coloque o cálice no seu lugar no altar. Faça soar o sino três vezes, desfaça o círculo apagando as velas de cores laranja e preta, começando do leste e movendo em direção levógira. Pegue a maçã do altar e enterre-a do lado de fora para nutrir as almas dos que morreram no último ano.

O Ritual de Samhain está agora completo e deve ser seguido de meditação, divinação em bola de cristal, recital de poesia mística inspirada na Deusa e uma prece dos Bruxos pelas almas de todos os membros da família e dos amigos que passaram para o Plano Espiritual.

Wicca Bahia

O Manifesto da Bruxa

Eu devo perseguir meus ideais mais altos
Eu devo aspirar uma boa ética em minha vida
Eu devo demandar integridade de mim mesma
Eu devo sempre manter minha palavra.

Eu devo cultivar auto-disciplina
Eu devo viver estes princípios que cito
Eu devo compreender verdadeiramente os conceitos de reencarnação e carma.

Eu devo respeitar todos os planos astrais
Eu devo praticar rituais com cuidado e reverência
Eu devo respeitar os rituais como os atos de amor e beleza que são.

Eu devo aceitar a responsabilidade por todos os eventos e circunstâncias que acontecem em minha vida, no conhecimento de que eu as criei por minhas próprias atitudes
Eu devo me empenhar para cultivar um senso de humor e humildade
Eu devo evitar toda a negatividade, primeiramente em meus pensamentos e, como consequência, em minha vida.

Eu devo viver em harmonia com a Mãe Natureza, em todas as suas faces e aspectos
Eu devo cultivar uma perspectiva global
Eu devo servir em minha comunidade, tanto localmente quanto globalmente, sendo de ajuda para todas as pessoas.

Eu devo ter disposição para defender minha religião
Eu devo manter meus instrumentos mágicos em segurança e sempre protegê-los enquanto eu viver.

Traduzido, adaptado e modificado deste site.
A cultivar a magia em mim,
Alannyë.

Sinfonia da lua

O Pentagrama de Pitágoras

Foto do Google
Provavelmente a imagem do Pentagrama (ou Estrela de Cinco Pontas) é um dos símbolos esotéricos mais conhecidos e reproduzidos no imaginário místico e profano. Reconhecido como símbolo de proteção em diversos rituais imagísticos é também representação da Vontade e do Ser Humano em Perfeição sobre a Natureza, e contém um rico significado que muitas vezes não é devidamente explorado, mesmo diante da rica, centenária (e muitas vezes contraditória) bibliografia sobre o mesmo. Goethe, em seu livro Fa sto, usa o Pentagrama de Agrippa, a que chama de “pé do feiticeiro” como instrumento mágico desenhado no chão do laboratório como um poderoso emblema que evita que as forças das trevas invadam o ambiente ou que as mantêm presas no espaço mágico, dependendo da direção do vértice para a porta de entrada no recinto. Tal visão se reflete também no imaginário simplista onde o símbolo com o vértice para cima representa “o bem” e com o vértice para baixo, “o mal”, deixando de lado uma interpretação mais ampla e complexa a que o símbolo se permite. O aspecto imagístico e instrumental do Pentagrama em todas as cerimônias é muito importante, pois, segundo Eliphas Levi, representa o domínio (ou a desordem, dependendo de como é usado) do Espírito sobre os Elementos, “brilhando como uma lanterna na escuridão para as forças astrais, atraindo ou afastando energias positivas ou negativas”, e por isso tendo que ser utilizado com consciência de causa e imenso cuidado e responsabilidade nas cerimônias esotéricas.

Observemos que o uso do pentagrama é muito perigoso para os operadores que não tem completa e perfeita inteligência dele. A direção das pontas não é arbitrária, e pode mudar todo caráter da operação (…). Se perguntarem como um signo pode ter tanto poder sobre os espíritos elementais, perguntaremos, por nossa vez,: por que o mundo cristão se prosternou diante do sinal da cruz? O sinal por si mesmo nada é, e só tem força pelo dogma de que é resumo e verbo. (LEVI: 1976, pp 114/115)

Todo símbolo tem seu sentido e referência no poder de síntese que representa e que transcende o espaço do racional que o “interpreta”. Do ponto de vista esotérico, é uma parte muito maior do que a soma e o todo e é a manifestação de um saber/fazer Universal que não se esgota e que não se pode esgotar. O Pentagrama tem seu poder e significado profundo, como todos os símbolos esotéricos, que também vai além de seu caráter instrumental imagístico ou ritual (por mais fascinante que seja), ao representar o Microcosmo (que É como o Macrocosmo, “para realizar o milagre de uma única coisa”, segundo a tradição hermética):

É também pelo Pentagrama que se medem as proporções exatas do grande e único athanor necessárias à confecção da grande obra. O alambique mais perfeito que possa elaborar a quintessência é conforme esta figura e a própria quintessência é figurada pelo signo do Pentagrama. (LEVI: 1976, p 115)

É no Pentagrama, representando o próprio Homem/Mulher Universal, que se dá a aventura iniciática e o processo de transformação (transmutação) necessário ao crescimento na Senda Real. Suas proporções e simbologias numéricas fascinam desde a antiguidade, especialmente desde a tradição Pitagórica (o símbolo era sinal sagrado de reconhecimento entre seus membros) que se incorpora em tradições filosóficas e iniciáticas posteriores. Do ponto de vista filosófico, os elementos que representam a arkhé (gr., origem, fundamento, autoridade) e a composição das coisas, 4 em Anaxágoras (Terra, Água, Ar e Fogo), constantes em suas pontas inferiores e laterais, e em sua ponta superior se acrescenta o Quinto elemento aristotélico, que é o Aether (Éter), elemento ordenador e unificador que representa a inteligência (e a vontade). Lembramos também que em representações orientais, i.e. China, os elementos que compõem a Natureza e o Homem também são cinco, recordando o Pentagrama.

Em representações esotéricas modernas o Pentagrama tem incorporado vários símbolos de diversas tradições – e o símbolo tem um caráter essencialmente sincrético, importante recordar. Elementos de ordem oriental e ocidental são associados ao seu interior ou às suas pontas: símbolos religiosos; símbolos astrológicos e herméticos (também presentes nos templos maçônicos); nomes e representações divinas ou angelicais; símbolos elementos, tawtas etc, ampliando e aprofundando a possibilidade de compreensão da imagem pentagramática. Por exemplo, a Cabala Cristã insere no nome sagrado divino IEVE a letra Shin, formando foneticamente o nome IESHVE, ou YESHUDA ou JESUS na tradição cristã. É importante lembrar que para a Cabala a letra Shin representa o Fogo e passa a representar, no Pentagrama o fogo espiritual (imaterial) que vivifica e concede a imortalidade.

Para os Pitagóricos os Números eram deuses (segundo alguns comentadores) ou eram representações divinas (segundo outros) e o Pentagrama representava o número importante na construção de seu corpo doutrinário. Tudo é número e cada número tem um significado e expressão esotérica que vai além da mera representação quantitativa. Cada número, representado em símbolos possui um valor e significado ocultos os problemas matemáticos (geométricos) também são representações do caráter humano, natural e divino de tudo no universo. Para a Maçonaria, a relação do Pentagrama com o Número de Ouro ou Proporção Dourada é canônica (BOUCHER: 2010).

Sobre a importância dos números para esta Escola místico-Filosófica reproduzimos:

Os Pitagóricos chegaram à razoável conclusão, em seus estudos, de que “tudo são números”. Essa afirmação parece ter sido fortemente influenciada por uma descoberta importante da Escola Pitagórica, a explicação da harmonia musical através de frações de inteiros.

Os Pitagóricos notaram haver uma relação matemática entre as notas da escala musical e os comprimentos de uma corda vibrante. Uma corda de determinado comprimento daria uma nota. Reduzida a 3/4 do seu comprimento, daria uma nota uma quinta acima. Reduzida à metade de seu comprimento, daria uma nota uma oitava acima. Assim os números 12, 8 e 6, segundo Pitágoras, estariam em “progressão harmônica”, sendo 8 a média harmônica de 12 e 6. A média harmônica de dois números a e b é o número h dado por 1/h = (1/a + 1/b) 2.

Pitágoras dava especial atenção ao número 10, ao qual ele chamava de número divino. Dez era a base de contagem dos gregos, e dez são os vértices da estrela de Pitágoras. (COSTA: 2011)

Ainda sobre o Pentagrama: “A estrela de Pitágoras” é a estrela de cinco pontas formada pelas diagonais de um pentágono regular. O pentágono regular era de grande significação mística para os Pitagóricos e já era conhecido na antiga Babilônia. Figuras de muitos significados para a Matemática e a Filosofia da Escola Pitagórica.

As diagonais do pentágono regular cortam-se em pontos de divisão áurea. O ponto de divisão áurea de um segmento AB é o ponto C desse segmento que o divide de modo que a razão entre a parte menor e a parte maior é igual à razão entre a parte maior e o todo, ou seja, AC/CB = CB/AB. Para os antigos gregos, o retângulo áureo, isto é, de lados proporcionais aos segmentos AC e CB, é o retângulo de maior beleza. (Idem: 2011)

Também sobre a relação dos Pitagóricos com o Pentagrama é importante lembrar que foi seu primeiro contato com os números irracionais, representados pelo Número de Ouro que “é um número irracional misterioso e enigmático que nos surge numa infinidade de elementos da natureza na forma de uma razão, sendo considerada por muitos como uma oferta de Deus ao mundo” (EDUC: 2011).

A história deste enigmático número perde-se na antiguidade. No Egito as pirâmides de Gizé foram construídas tendo em conta a razão áurea : A razão entre a altura de um face e metade do lado da base da grande pirâmide é igual ao número de ouro. O Papiro de Rhind (Egípcio) refere-se a uma “razão sagrada” que se crê ser o número de ouro. Esta razão ou secção áurea surge em muitas estátuas da antiguidade. Construído muitas centenas de anos depois (entre 447 e 433 a. C.) , o Parthenon Grego , templo representativo do século de Péricles contém a razão de Ouro no retângulo que contêm a fachada (Largura / Altura), o que revela a preocupação de realizar uma obra bela e harmoniosa. O escultor e arquiteto encarregado da construção deste templo foi Fídias. A designação adaptada para o número de ouro é a inicial do nome deste arquiteto – a letra grega f (Phi maiúsculo).

Os Pitagóricos usaram também a secção de ouro na construção da estrela pentagonal.

Não conseguiram exprimir como quociente entre dois números inteiros, a razão existente entre o lado do pentágono regular estrelado (pentáculo) e o lado do pentágono regular inscritos numa circunferência. Quando chegaram a esta conclusão ficaram muito espantados, pois tudo isto era muito contrário a toda a lógica que conheciam e defendiam que lhe chamaram irracional.

Foi o primeiro número irracional de que se teve consciência que o era. Este número era o número ou secção de ouro apesar deste nome só lhe ser atribuído uns dois mil anos depois.

Posteriormente, ainda os gregos consideraram que o retângulo cujos lados apresentavam esta relação apresentava uma especial harmonia estética que lhe chamaram retângulo áureo ou retângulo de ouro, considerando esta harmonia como uma virtude excepcional. (EDUC: 2011)

Para o Maçom, a representação e o simbolismo do Pentagrama, está presente em diversos momentos, nos diversos rituais e nos Templos, mesmo que muitos maçons não percebam sua relação pertinente, presente na simbologia de muitos ritos, do Compasso e Esquadro, da disposição das Luzes e da própria circulação em Loja, por exemplo. É de suma importância a interpretação Pitagórica do Pentagrama como símbolo de aprofundamento iniciático, diretamente essencial aos estudos de aperfeiçoamento moral e espiritual do obreiro. A tradição hermética-pitagórica, salvo a ausência de documentos da própria escola, baseia-se tanto nas informações doxográficas e nos comentários dos diversos filósofos e historiadores da matemática sobre a tradição Pitagórica.

Conta-se que Platão, séculos depois do fim da ordem, comprou à peso de ouro um manuscrito de Filolau de Crotona que divulgou os segredos da ordem. Lenda ou não, a tradição Pitagórica, mística e matemática, influenciou toda a metafísica platônica, refletindo-se em sua interpretação geométrica do universo. Os “segredos” iniciáticos da escola eram transmitidos por uma rígida disciplina e os seus estudos matemáticos faziam parte de uma ascese espiritual, lembrando a frase do pórtico da academia platônica: “não entre aqui quem não for geômetra”. Assim, Pitágoras e seus discípulos, passam a ser associados a uma tradição numerológica essencial para a senda iniciática e que se perpetua nas simbologias, referencias e proporções dos templos maçônicos, inclusive nas persistências do Pentagrama, chamado de SAÚDE pelos Pitagóricos (lembrando que para os Gregos a Saúde estava representada no Equilíbrio e na Harmonia das forças), e símbolo hermético do domínio sobre as forças caóticas do Universo através da Inteligência Sã e da Vontade.

O Pentagrama pode ser desenhado com uma única linha, representando a energia espiritual e mágica que desce desde o vértice superior e circula ao inferior esquerdo e daí ao direito, indo ao esquerdo e ao inferior direito e que novamente ascende o superior, num fluxo e refluxo energético contínuo e dinâmico. Sobre a relação do Pentagrama e o número cinco, considerado positivo e benéfico, com a obra maçônica, reproduzo o seguinte texto, sobre um tema que é rico e continua a oferecer muitos significados, cabendo também, o símbolo, como um elemento de meditação e reflexão sobre o verdadeiro LOCAL DO TEMPLO (e athanor) onde se realiza a Obra do Caminho Real.

O número cinco representa os elementos da natureza: a terra, a Água, o Ar, o Fogo e a Semente ou Germe.
PENTA, em grego, expressa o número cinco e serve de prefixo para diversas palavras, como exemplo, PENTÁGONO, PENTAGRAMA e PENTATEUCO.
Já no misticismo numérico de Saint-Martin, o quinário é o número do princípio maléfico, portanto, diferindo da interpretação maçônica.

O pentagrama é um símbolo muito mais antigo do que se pode pensar. No ocidente alguns afirmam que este símbolo nasceu com Salomão, porém, ele já era usado no Antigo Egito onde há registros em tumbas e sarcófagos.

O pentagrama sempre esteve associado com o mistério e a magia. Ele é a forma mais simples de estrela, que deve ser traçada com uma única linha, sendo consequentemente chamado de “Laço Infinito”.

Quem deu o nome de Estrela Flamejante ao pentagrama foi o teólogo e médico Enrique Cornélio Agrippa de Neteshein – natural de Kholn (Colônia), onde nasceu, no final do século XV – que também era dedicado à magia, à alquimia e à filosofia cabalística.

Em Maçonaria, a Estrela Flamejante só foi introduzida nos meados do século XVIII, na França, pelo barão de Tschoudy, também ligado ao ocultismo. Ela, na Ordem maçônica, é relacionada às escolas pitagóricas, mas não se pode esquecer que Pitágoras também era dedicado à magia, não sendo de admirar o fato de ter adotado esse que é o símbolo máximo da magia. Em resumo, o pentagrama é uma forma geométrica, utilizada por muitos povos, religiões, associações, com os mais diversos significados, não sendo um símbolo puramente maçônico.

Na magia, de acordo com a sua orientação, o pentagrama pode acompanhar operações de magia branca, ou de magia negra. Quando colocada com sua ponta isolada para cima, ela significa teurgia e conclama as influências celestiais, que, por seu poder mágico, virão em apoio ao invocador; com a ponta isolada voltada para baixo, ela significa goécia e, de acordo com as intenções do mago, atrai maléficas influências astrais. Dessa segunda forma, algumas religiões satânicas o utilizam em seus rituais. Aparece dentro desse pentagrama invertido a figura de um bode, representação do mal, o Bode de Mendes. Isso tem servido a opositores da Maçonaria como fundamento à uma prova, falsa diga-se para ficar registrado, de que nossa Ordem serviria a propósitos torpes e de adoração do mal.

A real significação no simbologismo maçônico é o próprio homem, inserido dentro do pentagrama, com cabeça e membros, daí também ser chamada de Estrela Hominal. As pernas ocultam o membro viril, revelado na Estrela de Davi, de seis pontas. Significa ainda a Paz e o Amor Fraterno. Pode também significar os cinco sentidos, um atribuído a cada uma de suas pontas.

Cabe acrescentar que esse símbolo não era conhecido dos primeiros maçons e atualmente somente alguns ritos a utilizam. O Rito York, por exemplo, adota somente a estrela de seis pontas.

Por: Marcos Santana relação do Pentagrama com a tradição pitagórica presente na maçonaria e aos Irs∴ do Grupo de Estudos em Simbolismo Maçônico pelas discussões e esclarecimentos que permitiram complementar
este trabalho).

BIBLIOGRAFIABOUCHER, Jules. A Simbólica Maçônica ou a Arte Real reeditada e corrigida de acordo com as Regras da Simbólica Esotérica e Tradicional.

André Wiccano

Bruxo Solitário & Coven

Foto do Google
Grupo bruxaria e suas vertentes (whats )
Os bruxos solitários são aqueles que não participam de nenhum círculo ou coven, uns, são iniciados de alguma tradição wiccana ou de bruxaria tradicional, e outros não são iniciados em tradição alguma, mas praticam a bruxaria assim mesmo.

As razões de um bruxo ser solitário são várias. Pode ser que não haja nenhum grupo na área em que mora e nem ninguém que queira formar um grupo com ele ou que ele simplesmente prefira trabalhar solitariamente, para citar apenas dois exemplos.
O trabalho em grupo costuma ser mais forte, pois une a energia de várias pessoas ao mesmo tempo e essa energia se eleva mais facilmente desse modo. Mas o trabalho solitário também é altamente recompensador, se a pessoa se dedicar o suficiente. Além do mais, o trabalho em grupo só é realmente eficaz se os integrantes estão bem afinados um com o outro. Caso contrário, o resultado é desastroso. Sendo assim, melhor é trabalhar solitariamente do que com um grupo cujos integrantes não estão afinados uns com os outros.

É muito comum ouvirmos dizer que o bruxo solitário é qualquer coisa menos bruxo.
Muitos, com intenções escusas, tentam provar isso, lançando mão de alegações levianas, infundadas e preconceituosas, como: "assim como uma andorinha não faz verão, o solitário não faz magia"; "para ser um bruxo de verdade, o aspirante deve ser aceito e iniciado por um coven, através de um sacerdote ou sacerdotisa que seja hereditário na arte da magia..."; "o solitário brinca de ser bruxo. O verdadeiro bruxo é aquele que se inicia num coven como neófito e galga, ano após ano, por graus e no final passa a conhecer todos os mistérios dos Antigos...".

É verdade que todos têm o direito de dizer o que bem entende e acreditar no que bem quiser, mas, desse "dizer o que bem entende" é preciso que nós estejamos alertas, com o senso crítico apurado para não corrermos o risco de sermos enganados, usados e/ou manipulados por aqueles que adoram o poder de elitizar (é incrível como alguns, que se intitulam sacerdotes, se utilizam da sua suposta "nobreza", alegando uma suposta "hereditariedade bruxesca", provada através de um suposto "brasão" da família milenar de bruxos, que data os primórdios da humanidade... Mais incrível ainda é ver os incautos, inseguros e até mesmo acomodados, se deixarem levar por tais falácias), de criar dogmas com o objetivo de cegar os olhos dos inocentes para obter vantagens de toda sorte para si próprios.

Pior que tudo isso, é saber que por causa dessas mentiras, vários bruxos e bruxas "adormecidos" deixam de despertar seu poder interior; deixam de despertar para a magia e para a Grande Deusa por simplesmente, acreditarem cegamente nas palavras desses charlatões, ou seja, deixam de acordar para o seu próprio poder por não ter um coven para participar; por não terem um "mestre" para os guiar; por não terem um "vampiro" para lhes sugar suas economias ou suas energias; por não terem um "grande senhor ou senhora" para se ajoelharem e brincarem de "seu mestre mandou..." Não podemos deixar de citar aqui, aqueles que preferem acreditar nessas mentiras por preguiça (afinal, é mais fácil obter coisas "mastigadinhas" do que Ter que sair para buscar, processar e digerir) ou por acharem que participar de coven é sinônimo de status.

Queridos amigos, antes de prosseguir, é importante esclarecer que o presente artigo, não tem qualquer intenção em afirmar que o certo é ser solitário e o errado é participar de coven. Também, é necessário deixar bem claro que sacerdotes ou sacerdotisas não são canalhas, mas sim, deixar claro que, como em toda religião, sempre há aqueles que se aproveitam da ingenuidade dos novatos para obter vantagens para si, com fins puramente egoístas.

Saibam que os verdadeiros bruxos, sacerdotes e sacerdotisas, membros de covens, quando sérios, não saem por aí bradando aos quatro ventos quem é ou não é alguma coisa; o que é ou o que não é certo. Antes disso, o verdadeiro bruxo, sacerdote e sacerdotisa, integrantes de covens, quando sérios, utilizam-se do velho provérbio que diz: "Quem pouco sabe, muito fala. Quem muito sabe, quase sempre se cala". Isso significa dizer que os sérios não precisam criticar, apontar, brigar ou impor. Usam seu conhecimento para ensinar e não se gabar.

O presente artigo tem apenas a intenção de esclarecer que ser solitário ou não é apenas uma questão de opção e gosto pessoal. Todos nós somos livres – e assim devemos continuar sendo – para optar, livremente, por aquilo que julgamos ser o melhor para nós. Logo, se para um o ideal é participar de um coven, para o outro o ideal pode ser a prática solitária. Se esse prefere ser iniciado por um coven, aquele pode gostar mais de se auto-iniciar. Em outras palavras, cada um na sua! Afinal, o que seria do azul se todos gostassem do rosa?

Amigos, os solitários são tão bruxos e merecem tanto respeito quanto aqueles que participam de um coven. Acreditem!

Ser solitário ou não, como tudo em nossas vidas, é uma questão de opção íntima e pessoal; da escolha de um caminho, cabendo a cada um, pesar e escolher o que é melhor para si e vivenciar a escolha, tendo a possibilidade de voltar atrás e optar pelo outro caminho, caso o primeiro não lhe tenha agradado. Ou seja, se optou por ser solitário, nada impede que venha a fazer parte de um coven ou vice-versa.

A escolha fica mais fácil quando o neófito conhece (pelo menos) um pouco sobre os caminhos, como:

- Num Coven
O neófito conta com um grupo fechado de amigos;
A celebração dos Festivais e Rituais são mais animados já que são vários amigos participando juntos;
O poder necessário é gerado mais facilmente já que são vários amigos reunidos no mesmo local sob o mesmo propósito;

Maior facilidade na troca de informações e experiências, além do conteúdo do conhecimento ser passado gradualmente, seguindo, roteiro determinado pelo líder do coven. Assim, o neófito só vai se preocupar em aprender e não vai ter que se preocupar em traçar um roteiro para então começar.
Por outro lado, a responsabilidade pelos atos e intenções praticados dentro do coven é de todos os integrantes, ou seja, pela prática de um, todos respondem perante a Lei Tríplice como co-responsáveis;

Caso o iniciante não esteja preparado e/ou tenha um grau de afinidade e conhecimento dos integrantes do coven, corre o risco de ser enganado e usado ou drenado de suas energias para fins egoísticos do grupo, sem se perceber, já que não tem conhecimento para detectar o que ocorre ao seu redor;

O iniciante pode ficar limitado às práticas, vivências, experiências e ao conhecimento, passado dentro do coven, principalmente se for do tipo que se acomoda ou se contenta com pouco do que lhe é dado, dentro do pequeno universo do qual faz parte;

Por fim, participar de um coven é tarefa árdua uma vez que, por primeiro, o neófito deve ser convidado a participar de um (há de conhecer e ter o mínimo de afinidade com o grupo) ou pelo menos saber da existência de um e tentar ser aceito.

- Solitário
é uma escolha, a priori, árdua uma vez que o iniciante é só em sua caminhada - o estar só não significa estar desamparado pelos deuses. Muito pelo contrário, uma vez determinado e empenhado na busca do seu caminho, será, com certeza, amparado e acompanhado pelos deuses que saberão recompensar o esforço do iniciante.

O iniciante terá que traçar seu roteiro, seu plano de estudo para obter conhecimento e colocá-lo em prática;

Terá que celebrar os Festivais e Rituais solitariamente, mas, nada o impede de se reunir com outros para formar um círculo para a celebração;

Todos os atos praticados são de sua inteira responsabilidade, ou seja, tudo que fizer ficará sujeito à Lei Tríplice, não tendo que responder pelo erro de outros;

Será livre para fazer o que bem entender – escolher a roupa ritual; criar seus próprios ritos, invocações, cantos, etc.

Terá ampla liberdade, ou seja, será seu próprio mestre, e por aí vai

Sabendo, pelo menos o pouco acima descrito, o neófito saberá determinar o que, a princípio, lhe agrada. Além do básico, o neófito, também, precisa saber que um verdadeiro bruxo não é aquele que alega vir de uma longa linhagem de bruxos. Não é aquele que se julga melhor por Ter um título de sacerdote ou sacerdotisa de um coven, ou ser membro de um. Também, não é o que sabe mais, ou aquele que tem mais seguidores.

O verdadeiro bruxo é aquele que sabe e não se gaba. É o humilde de coração. É o que tem sensibilidade para entender a linguagem do vento. É o capaz de conversar com a Grande Mãe. É o que coloca a cabeça no colo Dela e a sente afagando seus cabelos.

Queridos amigos, não é a roupa, a riqueza, os instrumentos, o templo, a quantidade de seguidores, participar de um coven que faz o verdadeiro bruxo, mas, sim os ATOS e as INTENÇÕES!

Além de todo o exposto, devemos considerar que no paganismo _wicca, druidismo, etc – não tem certo ou errado. Não tem regras, dogmas, imposições, pecados. Na Wicca a única regra é se for para o bem, faça o que quiser, logo, se para você o bem é ser solitário ou não, não cabe a mais ninguém julgá-lo por isso ou aquilo.

Não há qualquer brecha para a aceitação das alegações de que os solitários não são bruxos. Se, apesar das palavras acima, ainda restaram dúvidas, tente responder as seguintes perguntas:

1 - Quem disse que solitários não devem ser considerados bruxos?

2 - Onde está escrito?

3 - Por acaso os arqueólogos encontraram, em alguma caverna, alguma lei, gravada nas pedras, excluindo os solitários de serem bruxos?

4 - Será que, na inquisição, aqueles que praticavam solitariamente seus rituais, trancafiados em suas casas, e em absoluto silêncio, para não serem ouvidos e descobertos pelos vizinhos, com medo de serem delatados à inquisição não eram bruxo?

5 - Existe alguma bíblia, tratado... um documento qualquer, escrito, registrado em cartório e assinado por duas testemunhas, com firma reconhecida, tudo nos termos da lei?

O fato é que: solitário ou não, o iniciante terá que fazer sua escolha e, seja ela qual for, se deparará com prós e contras. Porém, se a escolha for feita de forma criteriosa, consciente e responsável a chance de tropeçar e machucar será menor.

Portanto, antes de fazer a escolha, ou seja, de dar o primeiro passo, pare; pense; analise, e estando certo do que quer, siga, pois é através do primeiro passo – firme e forte – que haverá o segundo, o terceiro e todos os outros milhares de passos que o levarão, direto, para os braços amorosos da Grande Mãe.

Há quem prefira ser solitário, porém, há quem prefira ser parte de um coven. Posso garantir que a diferença entre um e outro é: o fato dos solitários terem de realizar os sabats e esbats sozinho, enquanto, um coven comemora com todos seus membros, mas, por outro lado, nada impede o solitário, de se reunir com outros bruxos solitários para comemorar os seus festivais em círculos de amigos e/ou bruxos solitários como vc.

Alguns alegam a necessidade de se reunir em coven, face à questão de energia... Tá certo que a energia gerada por um coven é muito mais fácil de ser construída, do que por você solitário, afinal, é maior o número de pessoa reunida e você, bruxo solitário é sozinho, mas nada que o bruxo solitário não consiga com um pouco mais de trabalho.

Eu, particularmente, prefiro ser solitária. Participar de um coven é uma decisão muito séria, afinal você responderá como co-autor de tudo o que for trabalhado dentro deste círculo.

Sem contar que há pessoas que acham que abrir um coven é tão simples como abrir uma barraquinha na feira...com certeza não o é! Ainda, há pessoas que se colocam no pedestal de sacerdotes e sacerdotisas e deixam-se levar pelo poder...poder...corrompe.

De qualquer forma, a decisão deve ser sua (e somente sua). Dito isto, vamos para uma breve síntese do que vem a ser um coven.

Sobre os covens: algumas tradições trabalham seu coven com 12 ou 13 membros e há covens que trabalham com 50 membros e, também, os que trabalham com apenas 3. Isto se explica pelo fato da liberdade e ausência de dogmas dentro da wicca, mas, não será difícil encontrar aqueles que afirmem veementemente que o coven deve ser formado por no máximo 13 pessoas. Alguns covens adotam uma hierarquização.

(Eu, particularmente, dispenso a importância dada a esta matéria, pois possuímos canais diretos e abertos com a Deusa Mãe e com o Deus. Sem contar no perigoso jogo de poder que pode surgir...mais uma vez...o poder corrompe. E, ainda, no perigo de cairmos na mesmice das outras religiões que possuem seus líderes, etc, etc, etc e que não vem ao caso falar.)

Sobre a questão da denominação. Há quem adote a denominação COVEN, outros CÍRCULOS ou ainda, GROVES.

Abaixo seguem textos sobre as diferenças básicas sobre COVENS, CÍRCULOS E GROVES, onde a tradutora, HELENA CATARINA (infelizmente não tinha a fonte original divulgada), traz à tona algumas dúvidas comuns e em seguida um básico muito básico sobre a hierarquia dentro dos covens.
Bem, vamos ao que interessa.

COVENS, CÍRCULO E GROVES...

(Texto Traduzido por Helena Catarina, Portugal)
Quando os Pagãos se encontram, alguns, fazem-no muitas vezes sob a insígnia de pequenos grupos, organizados, com nomes tão conhecidos como Grove da Antiga Floresta, Coven da Lua Crescente, Círculo Mágico, etc., mas, como se distinguem os Covens dos Círculos, os Círculos internos dos círculos externos, os Groves e os grupos de estudo? - Se decidir organizar um grupo, como lhe deverá chamar?

Para começar, nenhum destes termos está registrado legalmente, pode chamar ao seu grupo como bem entender, mas se usar certos termos inadequadamente, pode causar equívocos na Comunidade, ser ridicularizado ou até mal interpretado.

Não chame ao seu grupo Coven (a menos que os seus membros sejam Wiccans, Iniciados formalmente), e se usar a palavra "Grove", saiba que podem confundi-los com Druidas já avançados na Hierarquia. Para a maioria dos grupos que não são nem Druidas nem Wiccans, "círculo" é um termo não específico, satisfatório mas prudente - mas, ainda assim haveria a possibilidade de surgir confusão com um Círculo organizado, tal como o Circle Sanctuary, que possui uma grande rede de subscritores adeptos de Festivais e amigos, ou para complicar ainda mais o assunto, alguns Covens Wiccans usam a palavra "Círculo" como parte integrante dos seus nomes, e em vez de "coven", como é o caso do Círculo Lunar Lusitanea, - e ainda o termo "Templo" é outro termo que se poderá referir a um Coven ou a "igrejas pagãs", como alguns nos EUA...

Muitas pessoas começam por ter na ideia um grupo de estudo que pode ser constituído por alguns amigos que se encontram semanalmente para falar acerca de religiões da Natureza e talvez até de Magia.

Focam o seu interesse na educação, prática ou na partilha de informação, e o termo "grupo de estudo"* é suficientemente inócuo para que os centros comunitários pagãos reconheçam "quem é quem" e talvez surja um, formal, que vos ajude nas vossas reuniões.

A certa altura os membros do grupo de estudo, ou alguns deles, podem sentir a necessidade de se envolverem mais profundamente na prática da religião pagã... Aí poderão considerar a hipótese de organizar um círculo pagão independente, ou, se está envolvido com a "Pagan Federation ou "Covenant of the Goddess", etc, poderá ter algum apoio, se e quando aceitos.

Se é este o seu caminho de interesse, talvez prefira criar um coven... mas a maneira mais prudente de o fazer é juntar-se a um Coven já existente e receber um treino sólido e experiência, isto antes de se lançar por aí por sua conta e risco.

Ainda assim, existem pessoas que se autodedicaram e fundaram círculos sem nenhuma experiência a não ser a da leitura de alguns bons livros sobre o assunto - é um caminho difícil, mas se for culto e bom organizador, talvez seja capaz de o fazer...

Qual é a diferença entre um Grupo de estudo e um Coven?

- Um grupo de estudo existe simplesmente para que os membros possam aprender acerca de um assunto.

- Um Coven é uma organização religiosa com Sacerdotisas e Sacerdotes que se dedicam à prática da Antiga Religião (Feitiçaria ou Wicca). - As bruxas não se limitam a estudar; elas/eles celebram a mudança das estações, fazem trabalhos mágicos, curam, celebram Ritos de passagem, e procuram o crescimento espiritual ao unirem-se com as Deusas e Deuses da Natureza.

De acordo com a História, os Covens de bruxas eram originalmente muito pequenos, quais sociedades secretas criadas para manter viva a Arte, nas barbas das horríveis perseguições da Inquisição. As bruxas da Idade Média encontravam-se para celebrar os Sabbats ou Invocar a ajuda da Deusa (Tripla) e dos Deuses dos locais selvagens. Há quem acredite que estes Covens sobreviveram até á atualidade e Iniciaram pessoas , numa Tradição contínua que recua vários séculos atrás.

Se os Covens tiveram origem há mil anos atrás, ou há cinquenta, é uma questão discutível, mas o certo é que eles são uma parte vital da religião viva da wicca. A maioria dos Covens tem uma média de sete membros adultos e poucos têm mais de treze. Neste pequeno ambiente auxiliador, os laços físicos e emocionais são profundos e é realizado um trabalho mágico e espiritual intenso.

A palavra "GROVE", que originalmente se referia a um local sagrado nos bosques, tem sido utilizada de pelo menos três maneiras diferentes pelos pagãos: às vezes é simplesmente uma assembleia de pagãos sem nenhuma denominação particular (quando deveria referir-se a uma organização local de Druidas), ocasionalmente pode também referir-se a um grupo de pagãos que se encontram para cultuar sob a orientação de um coven de feiticeiras (o que mais inventarão?!) ... Casos deste tipo de terminologia falseada é grave, pois o chamar Grove ou Coven, é sinónimo de "Congregação" ou "Círculo externo", como distinção do Círculo interno, que é composto por Sacerdotes e Sacerdotisas dessa Tradição.

Na terminologia certa, todas estas organizações são as bases da apresentação do Paganismo para se exprimir ao publico, pelo que há que saber nomear correctamente o seu grupo, para se evitarem equívocos ou mesmo logros.
Um grande grupo organizado é a Pagan Federation (com sede situada no Reino Unido), ou o Covenant of the Goddess (EUA) e a Pan-Pacific Pagan Aliance ( que inclui a Austrália, Nova Zelândia e o Pacifico).

Desde grupos locais a redes regionais, o certo é que alguns Pagãos se encontram organizados, e o que antes era uma religião popular de aldeia, tribos ou nações, é agora uma tentativa para a legalidade, muito expandida pelas modernas telecomunicações e pela Internet.
O Paganismo pode ter raízes num passado distante, mas chegou na Era de um novo Mundo ...
* Atualmente, alguns destes grupos de estudo intitulam-se "conventículo" ou "conventina.

HIERARQUIA DENTRO DOS COVENS
Assunto polêmico que, hoje em dia, a maior parte da Bruxas dispensa este tipo de imposição "hierárquica". Mas, como informação, é preciso dizer que algumas Tradições mantêm a prática de proceder a 3 Iniciações diferentes para seus membros. Vamos a eles:

PRIMEIRO GRAU: é a entrada formal para a Religião Wicca, a partir da aceitação em um Coven.

SEGUNDO GRAU: geralmente acontece depois de algum tempo de estudo religioso e mágico dentro do coven.

TERCEIRO GRAU: forma os chamados: "Alta Sacerdotisa" e "Alto Sacerdote". Isso pode ser descrito como o ápice do conhecimento dentro de uma Tradição específica.

A Iniciação no Terceiro Grau acontece, teoricamente, apenas depois que o membro completa um rigoroso programa de estudo que engloba a Magia, a estrutura dos Rituais, a dinâmica de um grupo mágico, a Mitologia da Wicca e diversas outras áreas.

Bem, este curtíssimo texto sobre a hierarquia é apenas para que você tenha uma pequeníssima idéia sobre cada um deles. Aconselho que procure por um bom livro para aprofundar seus conhecimentos.
Para encerrar este texto gostaria apenas de atentar para o fato de que ninguém é melhor que ninguém...ninguém é melhor ou pior por fazer parte ou não de um coven, grove, círculo.

Ainda, vale frisar que, por mais que tenhamos anos, décadas, séculos ou milênios de estudo e prática, ainda assim, nunca poderemos afirmar que somos detentores de todo o conhecimento sobre nossa religião. Portanto, tome cuidado!

QUESTIONE-SE: Será que a pessoa que se entitula sacerdote ou sacerdotisa tem condições morais, éticas, intelectuais e responsáveis para se declarar dentro do coven como hierarquicamente superior em relação aos demais?

Bem, desculpe se não agradei com meus pontos de vista e minhas colocações, mas, esta é minha opinião particular...e você não está obrigado a aceitá-la.

Livro da bruxa
ANDRÉ WICCANO

Magia Natural - Magia de Nós

Foto do Google
A magia de nós tem suas origens há pelo menos 4.000 anos, quando as tabuletas cuneiformes foram confeccionadas no Oriente Próximo, descrevendo vários tipos de magia que envolvem o uso de nós.

Apesar de ser conhecida em todas as culturas e provavelmente por todas as eras, a magia de nós está caindo em desuso atualmente e corre o risco de ser completamente esquecida.

Por que deveria uma forma de magia global, simples, prática e eficaz ser esquecida? Provavelmente pelo simples fato de ser simples e prática. Na maioria das vezes a magia tem sido adornada em rituais que beiram o absurdo: algo muito simples era desdenhado por aqueles que aprenderam rituais pomposos e estilizados.

A magia de nós ainda é tão poderosa quanto em 2000 a. C. e ainda pode ser utilizada hoje em dia com bons resultados.

Há muitos "remanescentes" da magia de nós na cultura contemporânea. Um dos focos de "remanescência" é o folclore, num costume ou superstição praticado ou lembrado por pessoas que esqueceram suas origens.

Por que amarramos um barbante ao redor de um dedo para nos lembrarmos de algo importante, por exemplo? O que exatamente significa a expressão em inglês "he's bound to do it"? ("Ele está destinado a isso", ou, literalmente, ele está 'amarrado' a isso".)

Atar um nó de forma concreta, física, a uma idéia, concepção ou pensamento abstrato. Portanto, quando ata um nó ao redor de seu dedo, pensando na coisa que deseja lembrar posteriormente, você está estabelecendo uma conexão em sua mente entre nó (o físico) e o pensamento de que precisa se lembrar (o mental). Num plano mais mágico, você ata o nó não para se lembrar do assunto, mas para ter certeza de que você irá se lembrar dele.

Uma das técnicas da magia de nós é atá-lo, especialmente ao redor da imagem de uma pessoa, literalmente "amarrando" a imagem com um barbante, ou a imagem a um objeto, com a intenção de inibir as ações, os pensamentos da pessoa. "He's bound to do it", ele está amarrado a esse destino, remete-nos a um tempo no qual acreditava-se literalmente nessa expressão – alguém teria que fazer algo porque sua imagem estava amarrada.

Difícil de acreditar? Séculos atrás havia muitas leis e estatutos proibindo que imagens fossem amarradas, assim como o uso de nós em magia.

De fato, a certa altura qualquer ornamento torcido ou com nós era considerado pagão e idólatra na Alemanha, enquanto, por outro lado, entalhava-se freqüentemente nós mágicos em igrejas para proteger contra a entrada de magia ou "espíritos" pagãos.

A história da magia de nós é sem dúvida longa e fascinante, mas as técnicas básicas são ainda mais interessantes. São aqui apresentadas, mas é necessário um lembrete.

As ações que você executar durante um encantamento ou trabalho de magia não são tão importantes quanto a necessidade por trás deles. Você deve enviar sua própria energia (por meio da sua emoção) em direção à sua necessidade, ou a magia não surtirá nenhum efeito.

A magia não é a repetição vazia de palavras e gestos; é uma experiência envolvente, com alta carga emocional, na qual as palavras e gestos são utilizados como pontos focais ou chaves para liberar o poder que todos nós possuímos.

Os Barbantes

Magia de nós é geralmente praticada com barbantes. Podem ser de qualquer cor, mas há associações específicas com cores.

Os barbantes (ou linhas) devem ser de material natural, como lã, a melhor, ou algodão. Evite utilizar barbante rígidos, ásperos ou sintéticos, como náilon, raiom ou poliéster.

Na maioria dos encantamentos, não serão necessários mais que 40 a 60 cm de barbante. Entretanto, se forem necessários muitos nós, use bastante barbante, pois os nós "consomem" muito material.

Mantenha seus barbantes mágicos em lugares seguros, para que não sejam utilizados com outras finalidades, o que faria com que recebessem outras vibrações.

Se desejar tecer, fiar ou trançar seus próprios barbantes, eles serão bem mais poderosos, pois terão sido feitos com suas próprias mãos, e você pode concentrar se em sua necessidade enquanto o tece. Tecer é por si só uma arte mágica.

Um Encantamento de Nós Simples

Escolha um barbante de qualquer cor, desde que lhe agrade e, de preferência, de fibra natural; visualize firmemente sua necessidade, e sentindo o máximo de emoção que puder, dê um forte nó nele.

Puxe as extremidades do barbante até que esteja tenso; isso libera o poder para que saia e realize seu pedido.

O poder não está dentro de nó; ele é liberado para fazer com que sua necessidade se manifeste. O barbante com nó é uma representação física de sua necessidade, assim como uma imagem. Até que aconteça, mantenha o barbante com você ou em algum lugar seguro de sua casa.

Assegure-se de que o nó não seja desamarrado. Se isto acontecer, comece outro encantamento com nós.

Quando sua necessidade se manifestar no plano físico (sempre, claro, de modo natural – um colar de diamantes ou passagens para uma viagem ao redor do mundo não cairão em seu colo cinco segundos após lançar um encantamento pedindo riqueza ou viagens), você pode fazer algo semelhante com o barbante, pode queimá-lo, para assegurar que ele jamais será desatado; ou enterrá-lo, onde se desintegrará; ou deixá-lo em segurança numa caixa onde não venha a ser tocado.

Este encantamento pode ser utilizado para qualquer necessidade. Se desejar desfazer ou reverter o encantamento, desamarre o nó. No entanto, é bom acautelar-se, pois nem sempre isso funciona.

Se queimou ou enterrou o barbante, você não será capaz de reverter o encantamento. Mas isto não importa, pois se sua necessidade for real, o tempo não o alterará, e provavelmente daqui a dez anos você não desejará reverter o encantamento!

A informação acima foi incluída exclusivamente por ser tradicional.

Um Encantamento de Nó Destrutivo

Se houver uma situação, problema ou possível ameaça que esteja encarando, há um encantamento com nó para isso.

Apanhe o barbante e visualize firmemente o problema em todos os seus mínimos detalhes. Emocione-se com ele, queime de raiva, desmanche-se em lágrimas, qualquer coisa serve.

Em seguida, amarre com força o nó.

Afaste-se dele, para fora da sala, se possível. Tome um banho, coma, faça o que lhe aprouver para tirar o encantamento de sua mente para que possa relaxar.

Quando suas emoções se estabilizarem, volte ao nó. Com calma e paz, desate-o. Veja o problema desaparecendo, transformando-se em um pó, que é varrido pelo purificante e refrescante vento Norte.

Está feito.

Atando Objetos

Atar é um exemplo prático de como esta forma normalmente nociva de magia pode ser usada num procedimento de magia efetivo e perfeitamente seguro.

Se um amigo deseja algo seu emprestado e você está hesitante se deve emprestar, apanhe o objeto (se for algo pequeno o bastante para mover e manusear) e um barbante.

Amarre o objeto a seu corpo – literalmente, amarre fisicamente o objeto a você. Permaneça quieto por alguns minutos, visualizando se recebendo de volta o objeto da pessoa a quem o emprestará.

Após isso, corte o barbante (não o desamarre!) e empreste o objeto, seguro de que ele voltará a seu poder.

Se o objeto for muito grande, como um carro, apanhe um pedaço de barbante, amarre sua mão ou braço a uma parte dele (como o volante, a antena etc.) e proceda da forma descrita.

Deixe o barbante em um lugar seguro até que o objeto seja devolvido.

Um Encantamento de Amor

Apanhe três barbantes ou linhas de diversas e agradáveis cores pastel – talvez rosa, vermelho e verde – e faça uma trança firme com eles. Dê um nó forte próximo de uma extremidade da trança, pensando em seu desejo por amor.

A seguir, dê outro nó, e outro mais, até que tenha dado sete nós. Use ou carregue o barbante consigo até que tenha encontrado seu amor.

Após isso, mantenha o barbante num local seguro, ou o dê a um dos elementos – queime e espalhe as cinzas no oceano ou num rio.

Uma Amarração de Amor

Este encantamento é um tanto mesquinho, mas deve ser usado somente quando um relacionamento já esteja estabelecido. É para dar um pouco mais de impulso ao amor de ambos os envolvidos.

Apanhe uma peça de roupa pequena e flexível de seu amor, uma de que ele ou ela não vá sentir falta. Apanhe uma peça sua e amarre-as firmemente. Esconda-as onde não possam ser encontradas.

Isto ajuda a manter a felicidade.

Uma Cura

Amarre nove nós num pedaço de barbante vermelho e use ao redor do pescoço para auxiliar na cura de males e doenças. Especialmente eficaz com dores de cabeça.

Outra Cura

Faça a pessoa doente (ou você) com barbante vermelho. Desamarre então o nó e atire o barbante ao fogo, dizendo:

EU LANÇO ESTE MAL AO FOGO; QUE ELE SEJA
CONSUMIDO ASSIM COMO O BARBANTE É
CONSUMIDO; QUE DESAPAREÇA COMO A FUMAÇA!

Enquanto o barbante queima, visualize a doença queimando.

Uma Amarração Protetora

Apanhe um barbante e dê nele nove nós, visualizando um escudo, uma espada flamejante, um cadeado, uma arma de fogo, o que quer que seja que associe a proteção contra hostilidade, forças externas, violência física. Pendure o barbante em sua casa ou carregue-o consigo para sua proteção pessoal.

Um Amuleto Egípcio com Nós

Num longo barbante, dê sete nós e a seguir um nó para unir as extremidades. Carregue consigo para proteção.

Para Auxiliar na Cura de Qualquer Coisa

Ate firmemente um barbante com nove nós ao redor da parte do corpo afetada. Desamarre o barbante, em seguida os nove nós e atire à água corrente.

Uma Escada dos Desejos

Consiga um longo pedaço de barbante da cor correspondente à sua necessidade. Consiga também nove sementes, castanhas, pedaços de madeira, flores secas ou ramos de ervas magicamente associados à sua necessidade.

Apanhe um pouco de erva e dê um nó ao seu redor com o barbante, tensionando-o e visualizando firmemente sua necessidade.

Repita o processo mais oito vezes até que o barbante tenha nove nós, cada qual contendo um pedaço de madeira ou uma flor.

A seguir, leve o barbante ao ar livre, erga-se aos céus e diga:

ESCADA DE NÓS DE NÚMERO NOVEMBRO
EU A CONFECCIONEI PARA ATRAIR A MIM
A NECESSIDADE QUE DESEJO PARA MIM.
ESTE É MEU DESEJO, ASSIM SEJA!

Pendure a escada dos desejos num local importante da casa, ou enrole-a ao redor de um castiçal com uma vela de cor apropriada.

As escadas dos desejos não só são eficazes, como também altamente decorativas.

Algumas Notas Sobre Magia de Nós

Infelizmente, a grande maioria dos encantamentos com nós que sobreviveu até hoje é de natureza negativa. Apesar de seu interesse histórico, tais encantamentos com nós não cabem numa discussão desta natureza, pois tal magia não é divina e certamente conduzirá seu praticante à destruição.

No entanto, há outros métodos e novidades acerca do folclore de nós muito apropriados.

É aconselhável, ao praticar magia de qualquer espécie, deixar os cabelos soltos e desembaraçados, se forem longos. O símbolo é óbvio: os nós e tranças podem inibir o poder.

Entretanto, ao lançar um encantamento de proteção, cabelos trançados, assim como roupas de tricô ou crochê (suéteres são indicados durante o inverno) são valiosos aliados.

Uma rede, pelo mesmo motivo, é altamente protetora. Muitas bruxas e magos do mar possuem uma rede em suas casas. Essas redes não só são adequadas à atmosfera do litoral, como também são muito poderosas.

Também, pelo mesmo motivo, são poderosos os enfeites em macramé.

Se ao acordar seu cabelo está embaraçado, costuma-se dizer que os elfos e fadas estiveram brincando com seu cabelo enquanto dormia. Esta associação de elfos e fadas a nós é muito antiga, e remete a uma era quando a magia era uma ciência.

Se por acaso precisar lançar um encantamento de nós, mas não possuir nenhum barbante disponível, ou não puder utilizar os que possui, imite o movimento de apanhar um barbante e dar nele um nó, visualizando com firmeza sua necessidade, do mesmo modo que num encantamento normal.

Será um encantamento tão forte quanto se tivesse um barbante real em suas mãos.

E se desejar lembrar-se de algo importante, amarre uma linha ao redor de seu dedo!
FEITICEIRA FACEIRA

Paganismo

Foto do Google
O paganismo é um dos caminhos espirituais que nos leva à comunhão com os Deuses ou as divindades politeístas, antes da era cristã, ou seja, uma religião natural e étnica que representa um povo ou cultura, bem como a ancestralidade e a própria natureza. "A característica das tradições pagãs é a ausência de proselitismo e a presença de uma mitologia viva na sua prática religiosa."

Geralmente, o termo paganismo é usado para distinguir algumas religiões politeístas - que é a crença em vários Deuses e Deusas; panteístas - a crença em que a natureza e todo o universo, são divinos; e animistas - a crença em que os elementos do cosmos (Sol, Lua, estrelas) e todos os elementos da natureza possuem um espírito ou uma entidade divina.

Alguns seguidores do paganismo celebram o Caminho individualmente ou com outras pessoas, membros de um mesmo grupo ou tradição, conhecidos como tribos ou clãs.

Existem muitas vertentes dentro do Paganismo, alguns estão claramente definidos e possuem uma organização própria, outros não. Os caminhos mais conhecidos hoje no Paganismo Celta são: Druidismo, Reconstrucionismo Celta (RC) - dentre os quais podemos citar o panteão: irlandês, escocês, britônico, galês, gaulês, galaíco (galego) e ibero-céltico; além do Reconstrucionismo Egípcio ou Kemético, Grego ou Helênico, Romano, Nórdico ou Odinismo, Asatru e Vanatru, Romuva, Bruxaria Tradicional e Wicca.

A prática reconstrucionista visa o resgate das crenças religiosas, sem que com isso, haja uma conotação revivalista. Ao se reviver uma religião de antigas sociedades, não há a pretensão de reinstituir sua política ou os costumes sociais, apenas de conhecer e entender o "modus operandi" antigo, adequando-o à vida contemporânea, na medida do possível a prática religiosa, conforme a cultura que se dedica. E para saber mais sobre Reconstrucionismos, clique aqui.

Há muitos mistérios que envolvem o paganismo, alguns bem distorcidos, como o próprio pentagrama. Um símbolo pagão muito antigo e, muitas vezes, associado ao "mal" ou quando invertido, ao satanismo e aos rituais satânicos. E, que nos dias de hoje, se tornou um emblema, quase que oficial, do paganismo moderno. Frisando que o pentagrama não é um símbolo celta.

André Wiccano